Tiago continua a dar uma segunda razão pela qual a
parcialidade não tem lugar na vida de um crente – está abaixo dos padrões da
lei. Até mesmo a lei mosaica ensinava princípios de vida mais elevados do que
aquilo em que eles haviam caído. “A lei
real”, da qual fala Tiago, é a segunda tábua da lei de Moisés, contendo os
últimos seis mandamentos. Esses mandamentos dizem respeito às responsabilidades
do homem para com o próximo e podem ser resumidos como: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22:39). Nota: Tiago não
diz que o Cristão está sob a lei, mas apela a ela para mostrar que a
importância moral da mesma insistia em que o israelita amasse seu próximo como
a si mesmo. Ter “acepção de pessoas”
está abaixo dos padrões da lei e, portanto, viola a lei. Todos os que fizeram
isso foram “redarguidos [condenados – TB] pela lei como transgressores”. Portanto, tal comportamento – mesmo
sob a velha economia – era condenado por Deus.
Tiago também mostra que a lei
é indivisível; deve ser considerada como um todo (vs. 10-11). Se alguém mantiver toda a lei, “e tropeçar em um só ponto,
tornou-se culpado de todos”. Aqueles sob a lei não podiam escolher quais
dos mandamentos eles queriam guardar, e desconsiderar os outros; a lei permanece em pé ou cai como um todo.