Vs. 14-15 – Sob o antigo
pacto, Deus foi fiel a tudo o que Ele prometeu. Mesmo quando eles se afastaram
d’Ele, e Ele teve que castigá-los, Ele Se lembrou deles em misericórdia (Hc
3:2) e deu-lhes manifestações de Seu poder de cura quando alguns estavam
doentes. Os estranhos acontecimentos que ocorreram no “tanque de Betesda” são um exemplo disso (Jo 5:1-5). Um anjo descia
em certos momentos e agitava as águas do tanque e a pessoa que entrasse nele
primeiro, era curada. Como esses atos de misericórdia eram intermitentes, uma
pessoa teria que esperar bastante tempo para que tal ato de Deus acontecesse –
e a bênção que era dispensada sempre se baseava em uma pessoa ter que fazer alguma coisa para obtê-la (Gl
3:12).
Agora que esses judeus
convertidos estavam reunidos em terreno Cristão e estavam na assembleia onde
estava “o nome do Senhor”, eles
tinham um recurso para casos de doença que era superior ao que tinham conhecido
no judaísmo. Um doente poderia chamar “os
presbíteros da assembleia” (JND) para que “orem sobre ele”. Eles o ungiriam “com óleo”
em nome do Senhor Jesus, e “oração da fé”
deles curaria “o doente”. Isso não
era uma coisa intermitente, como era o caso do tanque de Betesda, mas algo que
podia ser feito a qualquer momento. Ao chamar os presbíteros “da assembleia”, a pessoa manifestava
fé no fato de que agora havia um novo lugar onde repousava a autoridade do
Senhor – na assembleia de santos reunidos em Seu nome (Mt 18:19-20 1 Co 5:4).
Tiago diz: “O Senhor o levantará”. Nota: o poder
de cura não está nos anciãos, embora alguns indivíduos naquele dia possam ter
recebido o dom de curar (1 Co 12:9). Nem é o poder no “óleo” que os anciãos usam. Não é uma questão de quanta fé os
anciãos têm ou quanta fé a pessoa doente tem, mas ter fé simples no Senhor
Jesus em relação a esse poderoso ato de cura. É “o Senhor” Quem o levanta. Todo o crédito e louvor, portanto, devem
ir para Ele.
Alguns pensaram que esse
procedimento (de ungir uma pessoa doente com óleo) era uma provisão judaica
especial para aquele dia em que as coisas estavam em transição do judaísmo para
o Cristianismo, e, portanto, não é algo para os Cristãos hoje em dia. Isso é
deduzido do fato de que os apóstolos usaram o óleo da unção em seu ministério
terreno, que era um ministério que tinha a ver com o reino sendo estabelecido
na Terra (Mc 6:13). Portanto, uma vez que somos cidadãos celestiais no Cristianismo
(Fp 3:20), eles concluem que não devemos empregar tais rituais nesta economia. No
entanto, existem coisas exteriores que são usadas nas ordenanças Cristãs; o pão
e o vinho são usados no partir do pão, a água literal é usada no batismo e as
coberturas da cabeça são usadas pelas irmãs. Estas são coisas exteriores que
são usadas literalmente no Cristianismo hoje. Portanto, não há razão para
pensar que o uso literal do óleo nesses casos seja algo que não deveria ser
praticado no Cristianismo. H. A. Ironside menciona em seu livro sobre a
epístola de Tiago que o Sr. Darby e o Sr. Bellett agiram nesses versículos em
muitos lugares em Dublin, e houve muitas curas notáveis que resultaram disso. O
Sr. J. B. Dunlop relata que ele pessoalmente pediu aos anciãos para orarem
sobre ele em quatro ocasiões diferentes, e ele foi levantado cada uma das vezes.