Outra área em que a fé é
testada e sua realidade manifestada é no tratamento para com os outros. Tiago
prossegue para abordar este assunto muito prático.
Novamente, o que ele está
prestes a dizer aqui tinha uma aplicação especial para seus irmãos judeus que
se declararam convertidos a Cristo. O respeito por pessoas (parcialidade) era
algo comum entre os judeus. O Senhor Se referiu a isso no contexto de um
casamento (Lc 14:7-11), e também em suas festas comuns (Mt 23:6), mas Ele não
aprovou isso, é claro.
Os judeus adoravam fazer
distinções sociais e religiosas entre si, com base em quão rica e influente uma
pessoa era ou não era. Parte disso veio de uma visão distorcida de certas
Escrituras do Velho Testamento que têm a ver com o governo de Deus em conexão
com o Seu povo. Naquela economia, se os caminhos de uma pessoa agradassem a Deus,
essa pessoa poderia esperar que a bênção de Jeová lhe fosse concedida de
maneira material (Dt 28:1-14; Pv 3:9-10, etc.). Isso os levou a raciocinar que
se um homem fosse rico materialmente, ele deveria ser um homem bom e aquele a
quem Deus aprova. Da mesma forma, se um homem fosse pobre e sua vida estava
cheia de problemas e aflições, ele deveria ser rebelde em relação a Deus (Dt 28:15-68).
Assim, a partir dessa premissa, os judeus tendiam a julgar e categorizar seus
irmãos e a tratá-los de acordo com isso. Como as pessoas naturalmente querem
ser bem vistas e tratadas com respeito, havia uma pressão constante na
sociedade judaica para se orgulhar de uma riqueza e espiritualidade falsas – o que
não era necessariamente verdade. Isso tendia a produzir uma vida hipócrita, da
qual os fariseus eram um destacado exemplo (Lc 12:1).
O problema com o qual Tiago
estava lidando aqui era que esses convertidos judeus estavam endossando esse
tipo de comportamento enquanto professavam ser Cristãos. Embora o respeito das
pessoas possa ter sido tolerado naquela velha economia, certamente não tem
lugar no Cristianismo. Remanescentes do pensamento judaico e do modo de vida
sob a velha economia evidentemente permaneceram com esses crentes professos;
era outras “faixas” das quais eles
precisavam se livrar.