Tiago fala de uma pessoa
sendo “justificada pelas obras” e
que “a fé sem obras é morta” (vs.
20-21). Paulo, por outro lado, fala de um homem sendo “justificado pela fé” (Rm 5:1). Estas não são contradições, mas sim
dois aspectos diferentes da justificação. Justificação na epístola aos Romanos
(caps. 3-5) é muito diferente da justificação ensinada em Tiago 2. A seguir
estão algumas das principais diferenças:
- Em Romanos, é a fé de um pecador
buscando a salvação, mas em Tiago, é a fé de um crente que testemunha a salvação que ele possui.
- A justificação em Romanos é diante de Deus e, portanto, a fé é enfatizada. Justificação em Tiago é
diante dos homens e, portanto, as obras
são enfatizadas.
- Paulo fala do que é vital
diante de Deus, ao passo que Tiago fala do que é testemunhal diante dos homens.
- No momento em que uma pessoa crê no Senhor Jesus, ela é justificada diante de Deus – como Paulo declara em Romanos, mas essa pessoa não é justificada diante dos homens até que manifeste alguma evidência dela em obras. Por isso, Paulo está falando das coisas do lado de Deus e Tiago está falando das coisas do lado do homem.
Tiago não está falando de “obras” para ser salvo, mas obras que
resultam de se ser salvo. Tais obras não são a causa da salvação, mas o efeito
da salvação possuía. Tiago não está dizendo que somos salvos pela fé mais as obras; sustentar tal visão nega
a obra consumada de Cristo (João 19:30). As obras não têm parte em nossa
salvação eterna – nem mesmo o mínimo (Rm 4:4-5; Tt 3:5). Mas as obras mostram
aos outros que somos salvos. Já que os homens não podem ver nossa fé, eles
precisam ver alguma evidência antes de aceitar nosso testemunho como genuíno.
Eles têm todo o direito de exigir alguma evidência de nós que prove nossa fé em
Deus. Portanto, nossas obras são “boas e
proveitosas aos homens” em um sentido testemunhal (Tt 3:8). Obras, desta
maneira, justificam um crente diante de seus semelhantes – elas demonstram
perante os homens que somos verdadeiramente justos diante de Deus.