Nestes versos, Tiago personifica a língua humana como um animal maligno que é
diferente de todos os outros. Ele aponta para o fato de que existem todos os
tipos de “espécie de feras, e de aves, e
de répteis, e de peixes” que podem ser “domados”
(v. 7). Em contraste com tudo isso, a língua humana é como um animal que “nenhum homem pode domar” (v. 8a). Essa
afirmação parece contradizer o versículo 2, que diz que um homem perfeito (um Cristão
plenamente maduro) é capaz de refrear sua língua. Pode ser que Tiago esteja
falando de um homem do mundo que nem seja salvo.
A língua é “um mal que não se pode refrear”. Até
mesmo o mais sincero filho de Deus, com uma nova vida e natureza, tem uma
verdadeira luta em suas mãos. O rei Davi sabia o que era lutar e perder essa
batalha. Ele disse: “Guardarei os meus
caminhos para não delinquir com a minha língua: enfrearei a minha boca enquanto
o ímpio estiver diante de mim. Com o silêncio fiquei como mudo; calava-me mesmo
acerca do bem; mas a minha dor se agravou. Incendeu-se dentro de mim o meu
coração; enquanto eu meditava se acendeu um fogo: então falei com a minha
língua” (Sl 39:1-3). Ele estava determinado a refrear a atividade de sua
língua, mas não demorou muito para que aquele membro indisciplinado explodisse
e ele falasse fora de hora.
Tiago também personifica a língua
como um animal peçonhento que é “cheio
de veneno mortal” (v. 8b). E quão venenosas as palavras podem ser! Apenas
algumas palavras malignas podem envenenar a mente de um ouvinte e influenciá-lo
e corrompe-lo muito rapidamente. Esta fera pequena e desagradável amaria
fofocar sobre alguém e criticá-la, etc. É um instrumento do coração disposto para
articular o mal (Mc 7:21-23).