Vs. 2-4 – Abordando esse
assunto de parcialidade, Tiago apresenta um cenário típico. Dois homens entram
em uma “reunião” de Cristãos. (“Reunião”
é a tradução do Sr. W. Kelly. A palavra significa literalmente “uma reunião de pessoas” e não
especifica se é uma reunião judaica ou uma reunião Cristã. J. N. Darby traduz a
palavra como “sinagoga”, mas ele observa em sua exposição que Tiago descreve a
reunião dessa maneira porque sua mente ainda seguia as linhas dos hábitos de
pensamento judaicos – Collected Writings,
vol. 28, pág. 121). Parece que Tiago não tinha um entendimento completo da
verdade da Igreja – que veio mais tarde sob o ministério de Paulo – e,
portanto, usou a palavra “sinagoga”
para uma reunião de Cristãos. É improvável que Tiago estivesse procurando
regular a ordem em uma sinagoga judaica literal sob a velha economia mosaica;
as sinagogas estariam sob o controle de judeus incrédulos que nunca o ouviriam
por causa de sua fé no Senhor Jesus Cristo. Que um espírito mundano de
parcialidade seria encontrado em uma sinagoga judaica não é surpreendente, mas
encontrá-lo em uma reunião Cristã foi aterrador, e isso levou Tiago a abordar
essa questão.
Em seu cenário hipotético, um
visitante é um homem rico “com anel de
ouro no dedo, com vestidos preciosos” e o outro é um homem “pobre com sórdido vestido”. (Não se
trata de saber se esses homens são salvos ou não). Ambos os visitantes são
bem-vindos, mas há uma diferença na forma como eles são tratados. Um lugar de
honra é dado ao homem rico, mas o homem pobre é instruído a “ficar em pé” ou “sentar-se” no chão. Este foi um caso óbvio de ter um “acepção de pessoas” (favoritismo).
Esse tipo de coisa aparentemente existia entre os judeus no judaísmo, mas não é
para estar entre os Cristãos. Tal prática era outra dessas coisas, herdada de
seus velhos tempos na religião dos judeus, que precisava ser expurgada.