A
saudação
V. 1 – “Tiago” escreve aos seus compatriotas
que professaram fé no “Senhor Jesus
Cristo”. Ele não era um dos doze
apóstolos (Lucas 6:13-16), mas era um dos principais anciãos da Igreja em
Jerusalém (At 12:17, 15:13-21, 21:17-25; Gl 2:9). Tiago era “o irmão do Senhor”, tendo crescido na
família de José e Maria (Mc 6:3; Gl 1:19). Ele era incrédulo durante o ministério
terreno do Senhor (Jo 7:3-10), mas foi convertido logo após a Sua morte. Isso
provavelmente aconteceu quando o Senhor apareceu a ele depois que Ele ressuscitou
dos mortos (1 Co 15:7). Josefo nos diz que Tiago foi apedrejado até a morte
pelo Sinédrio (o conselho judaico) por volta de 61-62 d.C. da mesma maneira que
Estêvão.
Esta epístola é classificada
como uma epístola “geral”, significando que não foi escrita para nenhuma
assembleia ou indivíduo específico, mas para uma audiência mais ampla – “às doze tribos que andam dispersas”
(cap. 1:1). Essas tribos de Israel foram dispersas por muitos anos, quando as dez
tribos foram levadas cativas (2 Rs 15:27-31, 17:3-41) e depois mais tarde as
duas tribos (2 Rs 24). Enquanto um remanescente de judeus (as duas tribos)
retornou à sua terra natal em Esdras 1-2, a maioria permaneceu dispersa (Jo
7:35). A fé de Tiago era tanta que ele acreditava que havia algumas dessas
tribos de Israel que tinham fé em Cristo e dirigiu sua epístola a elas. Alguns
destes podem ter estado em Jerusalém e ouvido os apóstolos pregarem no dia de
Pentecostes (At 2), ou em alguma data posterior, e retornaram aos vários países
de onde eles viveram como crentes no Senhor Jesus. J. N. Darby ressalta que, ao
falar de “às doze tribos” dessa
forma, Tiago indicou que a nação ainda não havia sido formalmente
(literalmente) colocada de lado nos caminhos de Deus. Isto aconteceu mais tarde
em 70 d.C.