Vs. 14-18 – Na velha economia
mosaica, se uma pessoa andava em retidão com Deus, lhe era prometida a
misericórdia de Deus em sua vida cotidiana. Uma dessas misericórdias era ter
boa saúde. Uma pessoa fiel e obediente poderia contar com sua preservação da
doença (Êx 15:26; Dt 7:15). No entanto, no Cristianismo, isso não é
necessariamente o caso, embora haja um cuidado especial de preservação para “os que creem” (TB), acima do cuidado
que Deus tem para com todos os homens (1 Tm 4:10 – TB). Ser um crente no Senhor
Jesus Cristo não significa que estamos isentos de ficar doentes. Por exemplo, o
apóstolo Paulo andava com Deus, mas tinha “fraquezas”
em seu corpo (2 Co 12:7-10). Nesta economia atual, Deus usa coisas como doenças
no caminho de fé para nos ensinar lições valiosas e formar nosso caráter Cristão.
É, portanto, um erro pensar
que o chamado do evangelho inclui uma promessa de riqueza e libertação da
doença. Aqueles que pregam esse falso “evangelho da prosperidade” estão
misturando princípios judaicos com o Cristianismo. Tal mensagem joga com a
natureza ambiciosa de homens e mulheres caídos e os atrai para a profissão Cristã
por segundas intenções – para obter saúde e riqueza. Em muitos casos, não houve
um verdadeiro trabalho de fé em suas almas. A escritura indica que Deus pode
permitir que a doença apareça em nosso caminho como um meio de nos corrigir, se
necessário. Ou Ele pode permitir doenças em nossas vidas, mesmo quando estamos
andando em retidão. Seja qual for o caso, se a doença nos toca, precisamos
entender que tudo o que acontece em nossas vidas é permitido pelo Senhor para
nosso bem e bênção. Não devemos ver uma doença vindo sobre nós como um
acidente, mas ver a mão do Senhor nela. Este princípio foi mencionado no
primeiro capítulo.