Esta é uma das epístolas
judaico-Cristãs em nossas Bíblias (Hebreus, Tiago, 1a e 2a Pedro) que foram
escritas para estabelecer judeus convertidos em vários aspectos do Cristianismo
com os quais naturalmente teriam problemas ao saírem do judaísmo. Nesta
epístola, Tiago lida com certos comportamentos, questões e tendências judaicas
que estavam enraizados em seus pensamentos e maneiras. Essas “faixas” agarravam-se a esses judeus
convertidos e constituíam um obstáculo à liberdade e ao serviço Cristãos.
Assim, elas precisavam ser tiradas. No entanto, muitas vezes aqueles que são
salvos do judaísmo não veem esses obstáculos claramente e precisam da ajuda de
outros para tirar essas coisas. Este foi o caso das faixas que envolviam Lázaro.
O Senhor disse aos Seus discípulos: “Desatai-o
e deixai-o ir” (Jo 11:44 – TB). Essencialmente, isso é o que Tiago e Pedro
(que eram ministros da circuncisão) fazem pelos seus irmãos judeus em suas
epístolas (Gl 2:7-9).
Embora as coisas que Tiago
aborda tenham aplicação específica para os que têm antecedentes judaicos, os
princípios práticos que ele aborda aplicam-se a todos os Cristãos de todas as
épocas – sejam judeus ou gentios. O caráter prático do livro é como o “sal” que preserva os santos em
separação do mundo e das tentações que pressionam todo Cristão (Mt 5:13). O
livro, portanto, é imensamente prático, contendo pouca verdade doutrinária. É
significativo que não haja uma referência à obra de redenção do Senhor na cruz.
Em vez disso, Tiago se concentra em questões práticas que estavam confrontando
seus irmãos.