Outra coisa que podemos ser
tentados a fazer quando se aproveitam de nós é jurar que nos vingaremos. Tiago
antecipa isso e diz: “Mas, sobretudo,
meus irmãos, não jureis, nem pelo céu, nem pela Terra nem façais qualquer outro
juramento” (v. 12). Nessas situações, podemos estar inclinados a pedir a
Deus que julgue aqueles que nos ofenderam. Mas, como Cristãos, não somos chamados a fazer
orações imprecatórias, isto é, invocar maldições e julgamentos sobre pessoas. O Senhor é o
nosso exemplo nisso: “Quando padecia,
não ameaçava” (1 Pe 2:23).
Nossa posição é esperar que o
Senhor aja nesses assuntos. Julgamento é uma obra d’Ele, não nossa. Ele pode
até corrigir algumas coisas antes do dia em que as coisas serão acertadas. Ele
poderia muito bem fazer com que alguns corrigissem os erros que fizeram a nós –
é Sua prerrogativa. Fazer juramentos e votos era prática comum na velha
economia mosaica (Nm 30; Ec 5:4-6), mas invocar o nome de Deus, ou céu, ou Terra,
no calor da paixão por razões retaliatórias contra o nosso os inimigos não é a
maneira Cristã de lidar com os erros. Devemos simplesmente colocar o nosso “sim, sim” e nosso “não, não” em todas as nossas interações com os homens. Isto é,
nossa palavra ao dizer “sim” ou “não” deve ser suficiente para que os
homens confiem em nós, porque nosso caráter Cristão é tal que fazemos o que
dizemos que vamos fazer, e não há necessidade de que reforcemos nossa palavra
com juramentos.
Em vez de olhar para o céu e fazermos
um juramento, Tiago nos diz que devemos olhar para o céu e “orar”. Ele diz: “Está alguém
entre vocês aflito? Ore” (v. 13). Este é o verdadeiro recurso do Cristão
que foi tratado injustamente. Mais uma vez, o Senhor Jesus é o nosso exemplo.
Quando Ele foi maltratado, Ele “entregava-Se
àqu’Ele que julga justamente” (1 Pedro 2:23).
Tiago conclui esse assunto
dizendo: “Está alguém contente? Cante
louvores”. Ao dizer isso, ele antecipou a fé dos santos subindo ao ponto em
que eles receberiam essas coisas como vindas do Senhor em o espírito de louvor
e ação de graças. Muitos santos perseguidos fizeram exatamente isso: eles se
levantaram acima dos males contra eles de maneira tão significativa que
realmente foram à morte cantando louvores ao Senhor! (At 5:41, 16:25, 10:34)
Esta é a prova derradeira da realidade da fé de uma pessoa.
O grande ponto a ser notado
em tudo isto é que Deus não é indiferente às injustiças do Seu povo. Ele lidará
com tudo isso em Seu devido tempo. Enquanto isso, não devemos tomar o assunto em
nossas próprias mãos e nos vingar. Devemos deixar isto ao Senhor: “Minha é a vingança, Eu retribuirei”
(Rm 12:19 – TB). Até esse momento, a resposta para nós é “sofre as aflições [suporta
os males – JND]” em um espírito
de longânime paciência (2 Tm 4:5). Isso manifesta a fé verdadeira que crê que o
Senhor ajustará tudo corretamente em Seu tempo. Também praticamente manifesta o
fato de que não estamos vivendo para este mundo, mas para outro mundo onde
Cristo é o centro.